Under your skin_

Cada vez mais nos vimos confrontados com uma evolução que tem como plataforma principal não a componente core da tecnologia, as máquinas, mas o corpo humano. A máquina natural que somos tem vindo a sofrer uma constante atenção de biólogos e cientistas com o objectivo de modificar a nossa forma de ser. Seja por fins medicinais, segurança ou puramente estéticos. Enfim, fazer jus às fantasias cinematográficas e ambições de uma evolução constante sem limites.

Swallowable Parfum® from Ine van den Elsen on Vimeo.

Lucy Mcrae especializa-se num misto de moda, corpo e tecnologia, não fosse ter uma formação que abrange os campos da dança e arquitectura. No fundo, ela é uma arquitecta do corpo. O seu último projecto incide sobre o mesmo de uma maneira que vai muito além do que até agora nos acostumámos a ver. O Swallowable Parfum consiste numa fragrância que actua por dentro, após ser absorvida pelo corpo. Posteriormente a mesma manifesta-se através da transpiração, variando o tom do seu odor consoante o contexto de cada indivíduo no momento. Stress, libido, exercício, temperatura corporal, tudo vai afectar o perfume genético de cada um.

Este projecto está a ser desenvolvido em conjunto com o biólogo Sheref Mansy.

Curioso como não bastam os químicos naturais do corpo humano - toda uma intimidade que nos aproxima uns dos outros (não é bem amor à primeira vista, é mais a primeira snifadela química) - pois vamos querer sempre substituir-nos por algo que não temos. Embora no fundo, já tenhamos tudo o que precisamos.

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I find Volkswagen’s lack of faith disturbing_

E de repente (não agora, claro) o mundo desperta a consciência ambiental. Motivado apenas pela sua própria corda ao pescoço, porque se assim não fosse, tudo estaria tranquilo. Sabemos bem que, infelizmente, o ser humano apenas dá corda aos sapatos quando é para fugir à catástrofe que já se adivinha impossível de escapar. É um facto, como estudar na noite anterior ao exame porque não se fez nada na semana livre de aulas.

Curiosamente, o grande impulsionador de toda a economia verde é a Industria Automóvel. Não fossem os carrinhos o maior cuspidor de carbono que existe. Mas, não se pode também ser hipócrita, afinal, todos nós somos possuidores de um desses magníficos aparelhos. E diga-se de passagem, sem eles a evolução que hoje experienciamos não seria possível. Tanto a nível tecnológico como comunicacional. O problema na questão da economia verde no que toca à construção de carros é que a mesma não é impulsionada como devia ser. Porquê? Porque se precisamos de veículos mais eficientes, não podemos aderir a veículos que poluem cada vez mais. É irónico que numa altura em que tanto se apregoa às tecnologias eficientes na estrada, se construam cada vez mais Jipes e SUV’s. Mas isso fica para outro dia.

Ora, no meio desta história toda está a Volkswagen, uma das maiores construtoras de automóveis do mundo, e é no seu sentido que aponta este post. É que a Greenpeace lançou ontem a campanha DARK SIDE, criado um spoof do famoso anúncio THE FORCE para o novo Passat. Aproveitando a temática Star Wars que envolve o spot, a Greenpeace acusa a Volkswagen de ceder ao “lado negro da força”, visto esta ter criado um poderoso conjunto de lobbys contra as leis necessárias para abrandar as emissões de carbono. Mais, acusa ainda a marca de hipocrisia, visto que a mesma se gaba de investir em tecnologias não poluentes, afirmando-se mega ecológica, mas por outro lado apenas 6% dos seus veículos as usam. Fora o facto dos veículos que utilizam a tecnologia BLUEMOTION, que supostamente reduz emissões, produzirem quantias de CO acima do assinalado nas especificações técnicas.

Contra tudo aquilo referido em cima, a Greenpeace criou um micro site e dois filmes, que procuram chamar fãs a juntar-se à Rebellion, para convencerem a Volkswagen a deixar o Lado Negro e a abraçar e ajudar a implementar, de uma vez por todas, todas as condições necessárias para que, até 2030, as emissões de carbono possam ficar abaixo do que estavam em 1990. Porque como a ONG diz, “acreditamos que ainda é possível puxar a Volkswagen para o lado bom da Força”. A juntar aos filmes e site, a Greenpeace está ainda a ocupar em modo ambush outdoors por todo o mundo com a campanha.

Esta acção integrada não é menos que brilhante. Não apenas pelo facto de aproveitar tão bem o spot do Passat, mas por o fazer após o mesmo ter arrecadado dois Leões de Ouro em Cannes na passada semana. Ou seja, foram implacavelmente cirúrgicos e estratégicos, desmanchando o brilho daquela que é uma das maiores distinções a nível de imagem de marca. Isto é sentido de oportunidade. Isto é publicidade de intervenção no seu melhor.

Por esta hora a Volkswagen deve estar a dizer: IT’S A TRAP!

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Arte ocupa_

Geralmente, a arte ocupa as ruas. Galerias. Paredes. Espaços. E, por fim, atinge a sua forma final ao ocupar a nossa mente. Preenchendo-a com estímulos vários, prontos a gerar uma tempestade de neurónios. Porém, a arte pode optar por outras formas de ocupação que não só a mente.

A Custoprothetik impõe um novo caminho ao desenvolvimento de arte. Porque, apesar de a tecnologia de hoje permitir criar cada vez melhores próteses, a estética é algo que continua a faltar. Mas, não num sentido de design da própria peça. Não. É preciso mais que bom design. É preciso estilo. E eles têm.

A arte, boa, faz uma grande diferença.

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Desilusões de liberdade_

Hoje em dia é difícil compreender a opressão. A liberdade abunda nos chamados países desenvolvidos, continuando no entanto a ser negada, de muitas formas, nos de terceiro mundo ou presos a regimes. Porém, não tenhamos ilusões, a própria liberdade é enganadora. Porque tem um preço. Literalmente.

Quando num regime, e como nós Tugas sabemos bem, as formas de expressar a vontade de liberdade são limadas pela arte, submetendo-se a formas macabras de representação para passar a revolta. Isso, ou simplesmente chamar a atenção para a fraqueza de milhares frente a um ego. Que nada tem de super. Choi Xooang tem uma forma especial de modelar gritos silenciosos. Focando-se na falta de sentidos este artista, oriundo de Seul, faz a opressão ganhar forma através das suas esculturas humanóides. Figuras humanas, deformadas, resumidas a um sentido, vegetais, despidas de segurança. No fundo, um sacrifício humano em torno de uma voz com pouca força mas muito poder.

Com as suas obras, Choi procura, claramente, chamar a atenção para os atentados contra a liberdade e direitos humanos cometidos na Coreia. A ênfase na falta de expressão no todo, porém fortemente resumida a um ponto singular, explica bem o ambiente vivido por todos aqueles que sofrem com o regime Norte Coreano.

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Todas diferentes todas iguais_

À medida que os tempos passam, tudo tende a evoluir. No entanto, com uma cada vez maior influência estética a cair sobre a sociedade, os parâmetros visuais fecham-se. O que inevitavelmente leva a que essa mesma evolução se faça sentir em tudo menos na abertura de mentes. Ou seja, não julgar as pessoas pelo seu lado estético. Porém, o que vemos à queima-roupa é apenas o inicio de um processo de descriminação bastante complicado. Processo esse que atinge o seu cume quando avista o nível sexual, graças a estereótipos de beleza e erotismo criados diariamente pela indústria têxtil e pornográfica (maioritariamente). E, obviamente, no meio de toda esta história são as mulheres que mais sofrem.

Jamie McCartney é um escultor inglês, com bastantes participações em filmes, tendo no entanto começado a sua carreira criando esculturas abstractas em metal. Há cerca de 5 anos atrás Jamie iniciou um projecto – The Great wall of Vagina - com o objectivo de “banalizar” as diferenças sexuais femininas, enfatizando essa mesma disparidade. Para fazer isso Jamie optou por usar como meio a genitália feminina. Com a ajuda de 400 mulheres de todo o mundo, com idades entre os 18 e os 76 (cerca de metade de Brighton, local onde iniciou o projecto), o artista criou moldes de cada senhora, resultando isso numa parede de 9 metros coberta de vaginas. Cada uma diferente da outra (entre as demais há que destacar duas gémeas, um transexual, registos pré e pós parto e pré e pós plástica labial).

Com o projecto The Great wall of Vagina Jamie espera ultrapassar não só a insegurança feminina em relação ao seu corpo, graças à pressão estética presente nos nossos dias, mas também educar de uma forma controversa, cómica e frontal. Importante também é mostrar que as mulheres não são todas iguais e que aquilo que geralmente é evidenciado nos vários meios de comunicação está longe da norma.

Vejam mais vídeos no site. No entanto uma nota: NSFW.

Um valente IN YOUR FACE numa sociedade que, apesar de já ter visto de tudo, ainda é capaz de ficar constrangida com as coisas mais naturais.

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Back from the dead_

A fotografia divide-se em duas vias de conclusão: memória ou arte eterna. Porém, nos últimos tempos, a fotografia tornou-se maior que o meio em si. Hoje pode encarar-se a arte como uma multi plataforma criativa, dentro e fora dos conceitos técnicos originais, que elevam a percepção de novas ideias a níveis nunca antes vistos. Resumindo, tudo é possível com um só click.

Em 1981 Joseph Paul Jernigan foi condenado à morte por injecção letal por ter esfaqueado e morto a tiro Edward Hale, de 75 anos. Tudo aconteceu na sequência do segundo o ter apanhado a roubar um microondas. Quem diria que um microondas provocasse isto tudo… é quase estúpido. Adiante. Antes da conclusão da sua pena, Jernigan concordou em doar o seu corpo à ciência, tendo sido o mesmo utilizado mais tarde num projecto bastante curioso: Visible Human Project. Este consistia, de uma forma muito simples, em fatiar um corpo humano e fotografar cada parte para o desenvolvimento de estudos aprofundados neste campo.

Em 2011, Croix Gagnon e Frank Schott usaram a fotografia para juntar o que, no passado, a mesma ajudou a separar: Project 12:31. Com base no Visible Human Project esta dupla criou uns light paintings bastante característicos, com o vídeo criado pelas 1871 fatias (argh), para trazer o “fantasma” de Jernigan ao mundo. Um projecto, literalmente, out of this world. E mais não é preciso dizer, basta ver as fotos.

Tenho a dizer um valente “WOW” a isto.

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Orquestra de luz_

A interacção artística está mais forte. Hoje, são cada vez mais os artistas que criam com a intenção de dar, partilhar com o público que interage com a obra a sensação de a controlar. O Cinimod Studio, em Londres, criou uma instalação interactiva - DJ Light - em Lima, Peru, onde os transeuntes podem controlar a mesma. A obra consiste numa composição luminosa de balões, com um posto de DJ/Maestro. Nesse as pessoas podem controlar, através de movimentos gestuais, a coloração de cada balão, traduzindo-se o efeito final numa espécie de conto de fadas meets musical.

DJ Light (DJ Luz), Lima 2010 from Cinimod Studio on Vimeo.

É no mínimo, terapêutico. E bonito.

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Strat goes viral_

Desde há uns tempos para cá, a Strat está mais integrada com o seu trabalho, mais direccionada para outras visões no campo da comunicação, mais desperta a novidades e mais indiferente a barreiras. Sim, estamos a mudar. E mudar é bom. Implica novas visões, caminhos, relações com as pessoas, formas de pensar e actuar e, por fim, resultados.

No último ano foram alguns os trabalhos que, uma vez tornados independentes da sua origem, geraram reacções e sorrisos. E, como manda a regra, quando algo impressiona, há que partilhar. E é precisamente isso que tem vindo a acontecer. Cada vez mais. Porque hoje em dia (há alguns anos aliás) existe um júri maior que qualquer festival: a Web. E é aí que a caminhada começa, seja para a glória ou consequência.

Primeiro foi o Consigo dos CTT, depois seguiu-se o sentimento de grupo com o Ajuda um Amigo e mais recentemente, Ciência Viva com uma mensagem de Natal. Todos eles vagueiam pela net, todos eles se sustentam em diferentes meios e todos eles provocam à medida que são partilhados.

Creative Review

Direct Daily

Coloribus

Ads of the World

Advert Lover

We Love Ad

Creative Review

Ads of the World

Coloribus

I Believe in Advertising

Creative Review

Ads of the World

Direct Daily

Ad Goodness

Tired Bees

Advert Lover

Scaryideas

Coloribus

Depois destes, queremos partilhar muito mais.

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Onde está o botão “Não Gosto”?_

Esta é uma questão redundante e constante no Facebook. Sempre que uma notícia má é lançada para a ribalta do mural, muitos interrogam “Onde está o botão Não Gosto?”, ou escrevem apenas “Não gosto.” como coment. Porque o Facebook não é apenas para gostar. É para partilhar informação: interessante, triste, pateta, sóbria, alegre, estimulante; e com uma panóplia tão diversificada de assuntos, as reacções são bem mais complexas do que a simples simpatia.

Com um insight tão poderoso e simples como a “eterna procura do botão Não Gosto”, a ONG Acción contra el Hambre criou a sua visão do mesmo. Um site em parceria com o Age Fotostock, que é no fundo uma galeria de fotos sobre a miséria que muitos povos sentem por esse mundo fora. O site No Me Gusta é exactamente isso, uma mostra que muitos não vão gostar, e por isso mesmo partilhar.

Por isso, com todo o antagonismo que é necessário, é caso para dizer: muito mau.

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The missing link_

Em tempos de crise, económica ou natural, muitos se mexem em tom solidário procurando ajudar os mais aflitos, ou criando formas de facilitar esse processo.

Com os recentes acontecimentos no Japão, muitos são os movimentos criados por pessoas “normais” - incluindo vários facebookianos para não variar - que surgem com intuito de oferecer uma mão. Felizmente, por vezes existem também empresas com rasgos de consciência, que rapidamente colocam a sua sabedoria em determinada área ao serviço dos que mais necessitam. Falamos do Google, que criou um motor de busca para encontrar pessoas desaparecidas, ou informações sobre as mesmas.

Agora é a vossa vez de ajudar. Basta um click no Facebook para ajudar. Pois aqui também basta um click para partilhar esta preciosa ferramenta.  

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